Enquanto o Ocidente construiu a sua aventura criptográfica por trás dos ecrãs dos computadores, com extensões de navegador complexas e chaves USB de segurança, a África seguiu um caminho completamente diferente. Para nós, o Web3 não pode ser usado no PC. “Isso pode ser experimentado em um smartphone.” Por que esta especificidade faz do nosso continente o verdadeiro laboratório para a verdadeira adoção da criptografia?
- O grande salto tecnológico: de “No-PC” para “Mobile-Only”
Na Europa ou nos Estados Unidos, a transição tecnológica foi linear: primeiro o computador, depois o telefone. Em África, simplesmente saltámos a fase do computador pessoal. Para a grande maioria dos usuários, o primeiro contato com a internet foi através da tela de um smartphone. Isso é o que chamamos de revolução “Mobile-First (ou mesmo Mobile-Only).
O smartphone não é uma ferramenta secundária: é o nosso banco, a nossa ferramenta de trabalho e a nossa porta de entrada para o mundo.É esta mesma lógica que explica por que redes móveis como a Pi Network, projetadas desde o início para funcionar em dispositivos móveis sem consumir energia excessiva, tiveram um sucesso tão impressionante.
-A escola do Mobile Money: o ancestral perfeito da criptografia Mesmo antes de existir a palavra "Bitcoin", África já utilizava moeda digital graças ao Mobile Money (Orange Money, MTN, Wave, M-Pesa...). -Enviar dinheiro com um código simples ou um aplicativo? **Já feito.
- Pagar um comerciante com o telefone? Um hábito diário.
-Gerenciar uma carteira virtual sem ter uma conta bancária física? Essa é a nossa realidade há mais de dez anos.Para um africano, compreender o conceito de carteira criptografada é quase natural, porque a ginástica mental é a mesma do Mobile Money. A única diferença é que o blockchain nos liberta de taxas e fronteiras excessivas. Porque é que esta é uma oportunidade histórica para a Web3 africana? Porque as aplicações descentralizadas (dApps) que aqui terão sucesso são aquelas que compreendem esta realidade. Um projeto Web3 que requer a abertura de um computador desktop para validar uma transação já está fora do jogo. O futuro das finanças, pagamentos e comércio descentralizados em África pertence a plataformas que se integram perfeitamente num navegador móvel. África não está apenas a seguir a revolução da Web3: ao impor os seus códigos móveis, está a forçar os programadores de todo o mundo a simplificar as suas tecnologias. E você, usa principalmente seu telefone ou computador para suas atividades na Web3? Compartilhe seus hábitos nos comentários!
