Parece estranho, não é?

Bem, a “versão demo” a que me refiro não era um aplicativo de mineração Pi ou uma rede de teste blockchain. Em vez disso, foi a série de projetos de pesquisa conduzidos na Universidade de Stanford pelos dois fundadores da Pi Network, Nicolas Kokkalis e Dr. Chengdiao Fan, anos antes da Pi Network ganhar oficialmente vida.

Enquanto procurava mais informações sobre os fundadores, acidentalmente me deparei com seus perfis no DBLP (Digital Bibliography & Library Project).

DBLP é uma das bases de dados bibliográficas mais respeitadas do mundo na área de Ciência da Computação. Não é uma revista científica, mas sim um índice acadêmico que cataloga pesquisadores, artigos de conferências, publicações em periódicos e trabalhos acadêmicos.

E o que me surpreendeu foi isso...

Ao traçar a história da pesquisa de Nicolas e Chengdiao, notei uma progressão notavelmente lógica de ideias:

🔹 Pesquisa de 2012 sobre como ajudar as pessoas a concluir tarefas com mais eficiência por meio de IA e crowdsourcing.

🔹 Pesquisa de 2013 sobre como permitir a comunicação humana em larga escala, preservando as interações pessoais.

🔹 Pesquisa de 2017 sobre como alavancar o Capital Social transformando redes sociais e relacionamentos humanos em valor significativo.

🔹 A Pi Network 2019 foi lançada com a visão de construir uma economia digital alimentada pela participação de milhões de pessoas.O que achei particularmente interessante é que nenhum desses projetos de pesquisa se concentrou no Bitcoin, no Ethereum ou no próprio blockchain.

Em vez disso, a questão central ao longo do seu trabalho acadêmico foi:

Como milhões de pessoas podem se conectar, colaborar e criar valor juntas?

Desta perspectiva, a blockchain parece ter sido uma ferramenta que adotaram mais tarde para concretizar essa visão, e não o ponto de partida da sua jornada de investigação.

📖 Nas próximas postagens, irei me aprofundar em cada um desses artigos de pesquisa para explorar se eles revelam as ideias que eventualmente ajudaram a moldar a visão por trás da Pi Network.